PUBLICAÇÕES


Entre os dias 03 e 16 de Maio de 2021, as ações de combate ao tráfico de fauna divulgadas na mídia e por instituições governamentais, indicam que pelo menos 810 animais silvestres foram alvo de atividades ilegais. Este número não reflete a totalidade dos animais traficados, uma vez que nem todo o tráfico é noticiado e nem todas as notícias reportam detalhes sobre as apreensões. Das 46 ações registradas, 3 não reportaram a apreensão de animais e 11 a quantidade de animais resgatados e/ou qualquer menção sobre as espécies. Por este motivo, adotamos “pelo menos” ou “ao menos” para descrever o número mínimo de animais e espécies. Foram também apreendidos produtos de caça e pesca ilegais, partes de animais, além de 104,2 Kg de carne de caça e 1.134 Kg de pescado. O pirarucu foi a espécie mais frequente nas apreensões de peixes. 26 animais vieram a óbito como resultado dos maus tratos durante as atividades criminosas. No total de animais apreendidos, puderam ser identificadas ao menos 41 espécies da fauna silvestre. Considerando os grandes grupos taxonômicos, a grande maioria dos animais (760) é representada por aves, dentre as quais, 463 não tiveram suas espécies identificadas.


Neste período foram noticiadas 46 ações de combate ao tráfico de fauna, que decorreram em 19 estados brasileiros. As ações mobilizaram 44 unidades dos órgãos governamentais, totalizando R$ 339.000,00* em multas emitidas e a autuação de pelo menos 57* infratores.

AUTUANTES NAS APREENSÕES


Órgãos que atuaram em coordenação:


79ªCIPM, Poções - BA

Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos BA


Operação Euterpe III:

3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental - ES

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ES


Polícia Civil, Catalão - MG

Secretária Municipal do Meio Ambiente de Catalão – MG


Polícia Militar Ambiental - MS

Instituto de Meio Ambiente do Estado – MS


Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - PE

Cavalaria da Polícia Militar, Caruaru - PE

Guarda Municipal, Caruaru – PE


IAT – Instituto Água Terra, Pato Branco - PR

3º Pelotão, Polícia Militar Ambiental, Marmeleiro – PR


1ª Unidade da Polícia Ambiental, Duque de Caxias - RJ

15º Batalhão da Polícia Militar, Duque de Caxias, - RJ


6ª Unidade da Polícia Ambiental, Maricá - RJ

12º Batalhão da Polícia Militar, Niterói – RJ


Polícia Militar, Itapema - SC

Grupo de Operações e Resgate, Itapema – SC


Operação Huracan:

Polícia Militar Ambiental, Franca - SP

Ministério Público – SP


75ª Delegacia de Polícia Civil, Silvanópolis - TO

7ª Divisão de Combate ao Crime Organizado, Porto Nacional - TO

Destacamento da Polícia Militar, Silvanópolis - TO


Órgãos que atuaram de forma independente:


Comando de Policiamento Ambiental, Batalhão Ambiental, Manaus - AM

Polícia Militar Ambiental, Manaus - AM

Polícia Militar Ambiental, Sobral - CE

14º Batalhão da Polícia Militar - ES

2ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, São Gabriel da Palha - ES

4º Batalhão da Polícia Militar, Ibatiba - ES

Polícia Civil, Grajaú - MA

Polícia Militar, Imperatriz - MA

Polícia Militar de Meio Ambiente, Uberaba - MG

Polícia Militar do Meio Ambiente, Sete Lagoas - MG

Polícia Militar, Itamuri - MG

Polícia Militar Ambiental, Campo Grande - MS


Polícia Militar Ambiental, Ribas do Rio Pardo - MS

2ª Cia de Proteção Ambiental, Polícia Militar, Rodonópolis - MT

Polícia Militar, Lagoa de Roça - PB

Batalhão de Polícia Ambiental, Teresina - PI

Escritório Regional do Instituto Água e Terra, Toledo - PR

Polícia Rodoviária Federal, Petrópolis - RJ

Patrulha Ambiental da Brigada Militar, Estrela - RS

Polícia Militar Ambiental, Joinville - SC

85º Distrito Policial do Decap, São Paulo - SP

Pelotão Ambiental, Limeira - SP

Polícia Ambiental, Barra Bonita - SP

Polícia Militar Ambiental, Caraguatatuba - SP

Polícia Militar Ambiental, Euclides da Cunha Paulista - SP

Polícia Militar Ambiental, itanhaém - SP

Polícia Militar Ambiental, Jaboticabal - SP

Polícia Militar Ambiental, Mongaguá - SP

Polícia Militar Ambiental, Pedro de Toledo - SP

Polícia Militar Ambiental, Santa Bárbara d´Oeste - SP

Polícia Militar Ambiental, São José do Rio Preto - SP

Polícia Militar, Araçatuba - SP

Polícia Rodoviária Federal, Vargem - SP


Esta edição do Observatório do Tráfico reúne as informações publicadas em plataformas digitais de notícias e com conteúdo aberto ao público, referentes a ações de combate ao tráfico ocorridas entre os dias 03 a 16 de Maio de 2021.


O Observatório do Tráfico faz um levantamento das ações de combate à coleta, manutenção, transporte e comércio ilegal de fauna silvestre no Brasil. Seu objetivo é contribuir para a conscientização sobre esse grave problema e também mostrar o trabalho intenso e incansável de diferentes instituições de fiscalização e aplicação da lei.


Os dados recolhidos pelo Observatório do Tráfico são das ações que foram noticiadas pela mídia e/ou pelos sites oficiais das instituições que realizaram as autuações. É importante ressaltar que muitos animais comercializados ilegalmente não são detectados e apreendidos. Além disso, nem todas as ações de combate ao tráfico de fauna são noticiadas e, portanto, acabam não sendo incluídas na compilação do Observatório.


* Como algumas notícias não informam a quantidade exata de animais apreendida por cada espécie, nossa estratégia de análise dos dados é conservadora e consideramos o número mínimo de animais e espécies envolvidas nas ações reportadas. A mesma estratégia é adotada para o cálculo do número total de infratores e valor total de multas emitidas.


O Observatório do Tráfico é uma iniciativa que integra o Projeto InfoTrafi da Freeland Brasil


Conceito e Coordenação | Nadia Moraes-Barros

| Juliana Machado Ferreira

Base de Dados | Railiane Abreu

Edição, Website e Mídias Sociais | Jana Monteiro


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Entre os dias 19 de Abril e 02 de Maio de 2021, as ações de combate ao tráfico de fauna divulgadas na mídia e por instituições governamentais, indicam que pelo menos 6542 animais silvestres foram alvo de atividades ilegais. Este número não reflete a totalidade dos animais traficados, uma vez que nem todas as notícias reportam detalhes sobre as apreensões. Das 40 ações registradas, seis não indicaram a quantidade de animais resgatados por espécie e 11 não fazem qualquer menção sobre as espécies. Por este motivo, adotamos “pelo menos” ou “ao menos” para descrever o número mínimo de animais e espécies. Do número mínimo apurado, pelo menos 536 eram animais já abatidos. 25 animais vieram a óbito como resultado dos maus tratos durante as atividades criminosas. Foram também apreendidos produtos de caça e pesca ilegais, como ovos e partes de animais, além de 46,3 Kg de carne e 13.446 Kg de pescado. O pirarucu foi a espécie mais frequente nas apreensões de peixes. No total de animais apreendidos, puderam ser identificadas ao menos 62 espécies da fauna silvestre, dentre as quais uma espécie exótica e uma exótica-invasora. Considerando os grandes grupos taxonômicos, a grande maioria dos animais (4000) é representada por uma espécie de invertebrado, o caranguejo-uçá (Ucides cordatus). Das 1836 as aves, 588 não tiveram suas espécies identificadas e outras 532 eram avoantes, também conhecidas como pombas-de-bando.


Neste período, 40 ações de combate ao tráfico de fauna decorreram em 19 estados brasileiros. As ações mobilizaram 61 unidades dos órgãos governamentais, totalizando R$ 5.766.769,99* em multas emitidas e a autuação de pelo menos 65* infratores.

AUTUANTES NAS APREENSÕES


Órgãos que atuaram em coordenação:


Operação Curupira:

Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Polícia Militar - AL

Instituto do Meio Ambiente (IMA) - AL

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - AL


Operação Hórus:

Comando de Policiamento Ambiental, Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) - AM

Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCães) - AM


3ª Companhia do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente, Polícia Militar - CE

Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) - CE

Força Tática (FT) - CE


Delegacia de Polícia Civil, Mantena - MG

18° Cia de Polícia Militar Independente, Mantena - MG

11º Batalhão de Polícia Militar, Barra de São Francisco - ES


Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) - PA

Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) - PA

Polícia Militar - PA


Polícia Militar, Araripina - PE

Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) - PE


Polícia Civil de Inhuma - PI

Polícia Civil de Valença - PI

Força Tática de Valença - PI

Canil do 4° Batalhão da Polícia Militar em Picos - PI


15º Batalhão da Polícia Militar, Duque de Caxias - RJ

Comando de Polícia Ambiental, Duque de Caxias - RJ

Caxias Presente


Operação Galeria:

Ministério Público - RS

Brigada Militar - RS


10º Batalhão de Polícia Militar - RS

4ª Pelotão de Maximiliano de Almeida - RS


Polícia Civil, Estância Velha - RS

Secretaria do Meio Ambiente Municipal, Estância Velha - RS


Polícia Civil, Delegacia Regional de Itabaiana - SE

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - SE


Polícia Rodoviária Federal, Araraquara - SP

Polícia Militar Ambiental - SP


Polícia Militar Ambiental, Pirapozinho - SP

Polícia Civil, Pirapozinho - SP


Órgãos que atuaram de forma independente:


Base Fluvial Arpão, Batalhão Ambiental, Polícia Militar - AM

Batalhão de Policiamento Ambiental, Polícia Militar, Manaus - AM

Polícia Civil, Poções - BA

Polícia Civil - CE

Polícia Militar Ambiental, São José do Calçado - ES

Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Cidade Ocidental - GO

Polícia Rodoviária Federal, Abadia de Goiás - GO

Polícia Rodoviária Federal, Caxias - MA

"Operação Semper in agro:

Batalhão de Polícia de Meio Ambiente, Polícia Militar, Unaí - MG"

Polícia Militar, Denise - MT

Companhia da Polícia Ambiental, Polícia Militar, São Raimundo Nonato - PI

3ª Companhia de Polícia Ambiental Ambiental - PB

Batalhão ROTAM - PR

BPAMB-FV, 2ª Companhia, 3º Pelotão, Polícia Militar, Apucarana - PR

Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente - RJ

Grupamento Marítimo e Fluvial, 7ª Unidade da Polícia Ambiental, Polícia Militar, Maricá - RJ

Polícia Rodoviária Federal, Grupo de Operações com Cães, Piraí - RJ

Patrulha Ambiental (PATRAM), Brigada Militar, Cruzeiro do Sul - RS

Polícia Civil, Joinville - SC

Polícia Rodoviária Federal, Guaramirim - SC

3º Batalhão, 2ª Companhia, Polícia Militar Ambiental, Pariquera-Açu - SP

Polícia Ambiental, Piracicaba - SP

Polícia Militar Ambiental, Cananéia - SP

Polícia Militar Ambiental, Paulicéia - SP

Polícia Militar Ambiental, Riolândia - SP

Polícia Militar, Várzea Paulista - SP


Esta edição do Observatório do Tráfico reúne as informações publicadas em plataformas digitais de notícias e com conteúdo aberto ao público, referentes a ações de combate ao tráfico ocorridas entre os dias 19 de Abril e 02 de Maio de 2021.


O Observatório do Tráfico faz um levantamento das ações de combate à coleta, manutenção, transporte e comércio ilegal de fauna silvestre no Brasil. Seu objetivo é contribuir para a conscientização sobre esse grave problema e também mostrar o trabalho intenso e incansável de diferentes instituições de fiscalização e aplicação da lei.


Os dados recolhidos pelo Observatório do Tráfico são das ações que foram noticiadas pela mídia e/ou pelos sites oficiais das instituições que realizaram as autuações. É importante ressaltar que muitos animais comercializados ilegalmente não são detectados e apreendidos. Além disso, nem todas as ações de combate ao tráfico de fauna são noticiadas e, portanto, acabam não sendo incluídas na compilação do Observatório.


* Como algumas notícias não informam a quantidade exata de animais apreendida por cada espécie, nossa estratégia de análise dos dados é conservadora e consideramos o número mínimo de animais e espécies envolvidas nas ações reportadas. A mesma estratégia é adotada para o cálculo do número total de infratores e valor total de multas emitidas.


O Observatório do Tráfico é uma iniciativa que integra o Projeto InfoTrafi da Freeland Brasil


Conceito e Coordenação | Nadia Moraes-Barros

| Juliana Machado Ferreira

Base de Dados | Railiane Abreu

Edição, Website e Mídias Sociais | Jana Monteiro

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A Dra Juliana Machado Ferreira concedeu entrevista para a reportagem "Análise de átomos: nova arma da PF contra o tráfico de fauna no Amazonas" por Dimas Marques/Fauna News


A reportagem fala sobre como Identificar animais silvestres capturados ilegalmente na natureza dentro de criadouros autorizados, o qual sempre foi um desafio para os órgãos de fiscalização do poder público no Brasil.


Ao trecho da reportagem, destaca-se:


Para a bióloga Juliana Machado Ferreira, diretora executiva da ONG especializada no combate ao tráfico de fauna Freeland Brasil, análises com isótopos estáveis e testes a partir de DNA são os meios mais eficazes para investigar fraudes em criadouros e garantir o retorno dos animais às suas regiões de origem. "A utilização de testes de paternidade por análise de DNA, a inferência de origem também por DNA e a inferência de origem e diferenciação de animais criados em cativeiro dos coletados na natureza através das análises de isótopos estáveis são as técnicas mais sensíveis para detectarmos ilegalidades e realizarmos solturas tecnicamente responsáveis, assim como para identificarmos pontos de superexploração pelo tráfico, o que pode ajudar a direcionar recursos para o combate a esse crime", afirma ela.
Com doutorado em Genética, Juliana considera a existência do comércio legalizado de fauna uma porta de entrada para animais ilegais, assim como impõe ao poder público a necessidade de fiscalizar e diferenciar o legal do ilegal. "Atualmente, as formas de rastreabilidade de origem são muito falhas e as fraudes comuns e numerosas", salientou Juliana.

- Leia a reportagem completa em https://brasil.mongabay.com/2021/05/analise-de-atomos-nova-arma-da-pf-contra-o-trafico-de-fauna-no-amazonas/

https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/noticias-da-floresta/2021/05/06/analise-de-atomos-nova-arma-da-pf-contra-o-trafico-de-fauna-no-amazonas.htm?cmpid=copiaecola

A Freeland Brasil é uma organização brasileira, sem fins lucrativos, cuja missão é a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres. A Freeland Brasil trabalha por um mundo sustentável e livre do tráfico de espécies silvestres. Nossa missão é a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres, usando uma abordagem de três pilares interdependentes: educação, capacitação e política.


A Freeland Brasil, fundada em 2012, é o braço sul-Americano da Freeland Global (freeland.org), uma respeitada organização internacional de combate ao tráfico de espécies silvestres e de pessoas. A Freeland Global trabalha com governos para proteger comunidades humanas e vida silvestre vulneráveis do crime organizado e da corrupção.

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