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A organização Freeland Brasil desenvolveu, em colaboração com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos - USFWS, e os Departamentos de Estado e do Interior dos EUA, a capacitação “Detecção do Tráfico Transfronteiriço de Espécies Silvestres - Porto de Santos”.


Foram 4 dias, somando 30 horas de treinamento teórico e prático, incluindo exercício de inspeção de cargas no Porto. O treinamento aconteceu em agosto de 2022 e contou com participantes da Receita Federal Alfândega do Porto de Santos, IBAMA, Polícia Federal e Vigilância Agropecuária. Um dos principais objetivos do treinamento foi a troca de experiências, desafios e necessidades entre participantes das diferentes instituições convidadas.


O programa do curso envolveu módulos sobre a CITES e sua implementação no Brasil, requisitos para espécies listadas na CITES, identificação de fraude e falsificação em licenças, espécies de animais mais traficadas transnacionalmente, métodos de contrabando e acobertamento de fauna e produtos de fauna ilegais, gestão de evidências, gestão de perfil de risco, condução de operações transnacionais contra o tráfico de fauna silvestre, entre outros.


O curso contou com instrutores internacionais do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, assim como instrutores e palestrantes de diversas instituições, dentre as quais IBAMA, Polícia Federal e Freeland.


O objetivo foi realizar uma capacitação específica para aumentar a conscientização de agentes de diferentes instituições governamentais sobre a relevância do tráfico de espécies silvestres, o modus operandi, ferramentas e formas para combater esse crime em colaboração com outras instituições, buscando aumentar a detecção de tráfico transnacional de fauna silvestre passando pelas fronteiras brasileiras.


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A divisão para América do Sul da Freeland (www.freeland.org.br), que tem base no Brasil e foi estabelecida desde 2011, tem como missão local a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres, usando uma abordagem de três pilares interdependentes: educação, capacitação e política: (1) Educação: Ações de conscientização para reduzir a demanda e criar mudança de comportamento efetiva; (2) Capacitação: Desenvolvimento de treinamentos, pesquisas e ferramentas para apoio às instituições governamentais no enfrentamento ao tráfico de espécies silvestres no Brasil e América do Sul; (3) Política: Desenvolvimento de políticas públicas e articulação internacional, para institucionalizar o enfrentamento ao tráfico de espécies silvestres no Brasil e América do Sul. Globalmente, a Freeland é uma organização internacional, sem fins lucrativos, de combate ao tráfico de espécies silvestres e de pessoas. A Freeland desenvolve cursos de capacitação, ações de conscientização e planos de implementação da lei, governança e legislação, para proteger pessoas, vida silvestre e ecossistemas em situação de vulnerabilidade do crime organizado e da corrupção. A Freeland trabalha por um mundo sustentável e livre do tráfico de espécies silvestres e de pessoas.

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A organização Freeland-Brasil desenvolveu, em colaboração com o IBAMA, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e o Gabinete de Assuntos Internacionais de Aplicação da Lei e Narcóticos (INL, Depto de Estado dos Estados Unidos), a capacitação “Detecção do Tráfico Transfronteiriço de Espécies Silvestres”.


Foram três edições de 5 dias, somando 20 horas de treinamento 100% online por edição, nos meses de Junho e Julho de 2022, oferecidas a agentes de combate ao tráfico de fauna brasileiros e argentinos.


O programa do curso teve foco no aumento da detecção do tráfico de fauna transnacional e envolveu módulos sobre a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Silvestres Ameaçadas de Extinção) e sua implementação no Brasil e na Argentina, requisitos de licenças para espécies listadas na CITES, identificação de fraude e falsificação em licenças, espécies de animais mais traficadas transacionalmente, métodos de contrabando e acobertamento de fauna e produtos de fauna ilegais, gestão de evidências, entregas controladas, gestão de perfil de risco, condução de operações transnacionais contra o tráfico de fauna silvestre, entre outros.


Um dos principais objetivos do treinamento foi a troca de experiências, desafios e necessidades entre participantes das diferentes instituições convidadas – do Brasil: IBAMA, Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal, e da Argentina: Policía Federal Argentina, Policía de Seguridad Aeroportuária, Prefectura Naval Argentina e Gendarmería Nacional Argentina.

O curso contou com instrutores internacionais, como por exemplo ex-policiais e ex-inspetor da aduana dos Estados Unidos, além de instrutores do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, assim como instrutores e palestrantes de diversas instituições, dentre as quais, IBAMA, Polícia Federal do Brasil, ex-autoridade CITES da Argentina e ex-policial aeroportuário da Argentina.


O Objetivo foi uma capacitação ampla para aumentar a conscientização de agentes de diferentes instituições governamentais sobre a relevância do tráfico de espécies silvestres, o modus operandi, ferramentas e formas para combater esse crime em colaboração com outras instituições. No próximo ano estes participantes poderão se inscrever para uma capacitação presencial para se formarem instrutores deste curso, podendo, assim, replicar a capacitação em suas instituições.


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A organização Freeland-Brasil (www.freeland.org.br) tem como missão a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres. O trabalho é dividido em três frentes principais: (1) Educação e conscientização para redução de demanda; (2) Pesquisa científica e capacitação para apoio ao trabalho das agências de aplicação da lei; (3) Políticas públicas e articulação internacional para a institucionalização do combate ao tráfico de espécies silvestres. A Freeland-Brasil é o braço sul-Americano da Freeland Foundation (www.freeland.org), que tem sede na Tailândia e vem desenvolvendo programas de combate ao tráfico de pessoas e de espécies silvestres respeitados internacionalmente.

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Juliana M Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil, concedeu entrevista para o DF2 Jornal local da cidade de Brasília, Distrito Federal na reportagem “Apreensão de aves: casos deste ano representam mais da metade de todo ano passado” por Lígia Alencar.


A reportagem fala sobre o aumento de apreensões de pássaros neste primeiro semestre de 2022 e a preocupação de evitar o tráfico de animais. De janeiro a 15 de maio foram apreendidos só pela Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal 1.075 pássaros e em todo o ano de 2021 1.873, ou seja, em menos de 5 meses temos mais da metade de toda a apreensão do ano passado.


Ao longo da entrevista, Juliana falou sobre a necessidade de fortalecer a capacidade de fiscalização, assim como de leis mais eficazes.


A gente tem pouca capacidade fiscalizatória e é muito fácil fazer o que a gente chama de esquentamento, ou seja, fazer com que um animal que tem origem ilegal pareça de origem legal. Além da facilidade em se fazer, as pessoas não percebem isso como um crime, e lucram. Um animal que tem um valor, dependendo da espécie de R$ 50 a R$ 100 quando ele tem uma aparência de legalizado ele chega a valer de R$ 1.000 a R$ 3.000. Com isso existe um mercado de esquentamento de animais, de venda de documentação de origem, venda de anilha, falsificação de anilha.

Assista a reportagem completa em https://g1.globo.com/df/distrito-federal/df2/video/apreensao-de-aves-casos-deste-ano-representam-mais-da-metade-de-todo-ano-passado-10595307.ghtml




A Freeland Brasil é uma organização brasileira, sem fins lucrativos, cuja missão é a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres. A Freeland Brasil trabalha por um mundo sustentável e livre do tráfico de espécies silvestres. Nossa missão é a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres, usando uma abordagem de três pilares interdependentes: educação, capacitação e política.



A Freeland Brasil, fundada em 2012, é o braço sul-Americano da Freeland Global (freeland.org), uma respeitada organização internacional de combate ao tráfico de espécies silvestres e de pessoas. A Freeland Global trabalha com governos para proteger comunidades humanas e vida silvestre vulneráveis do crime organizado e da corrupção.

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