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Juliana Ferreira, Diretora Executiva da Freeland Brasil e, exploradora da National Geographic, que trabalha na linha de frente no Brasil para impedir o tráfico de animais silvestres, uma das cinco conservacionistas que trabalham na linha de frente ao redor do globo compartilha seu apelo aos ministros do G7; pedindo um esforço conjunto para restaurar os ecossistemas e parar o comércio ilegal de vida silvestre, para proteger o planeta e prevenir futuras pandemias, antes que seja tarde demais, no artigo "As maiores preocupações dos conservacionistas, enquanto o G7 se prepara para se encontrar", por Emma Ledger publicado pelo Independent em 12 de junho de 2021.


"Para garantir a nossa sobrevivência e a sobrevivência das gerações futuras, é fundamental que os líderes do G7 entendam a urgência com que precisamos mudar para uma economia verde na qual adotemos a abordagem “Uma Saúde”, levando em consideração a saúde ambiental, humana e animal. O tráfico e a exploração da vida silvestre afetam ecossistemas inteiros e contribuem para o surgimento de doenças de origem zoonótica, que podem se transformar em novas pandemias. Para minimizar esses efeitos, os líderes do G7 precisam:

  1. fornecer incentivos aos sistemas agrícolas que dependem da saúde ambiental;

  2. apoiar iniciativas de países em desenvolvimento para conservar os ecossistemas; trabalhar para eliminar o comércio global de animais silvestres, especialmente animais de estimação exóticos;

  3. tratar o tráfico de vida silvestre como um crime grave nas legislações nacionais;

  4. e apoiar o novo protocolo da convenção das Nações Unidas sobre o crime organizado proposto pela End Wildlife Crime Initiative.

Ainda temos tempo para restaurar os ecossistemas, reformar a agricultura e mudar a maneira como interagimos com a vida silvestre. Mas precisamos que o G7 aja agora."


Os sete membros (Reino Unido, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, França e Itália, mais a UE), todos vinculados por valores compartilhados como sociedades abertas, democráticas e voltadas para o exterior, se reuniram em Londres em seu 47th G7 Summit em junho 2021 para tratar de suas decisões sobre questões como conter a Covid-19 e reabilitar uma economia global em colapso.

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Entre os dias 17 e 30 de Maio de 2021, as ações de combate ao tráfico de fauna divulgadas na mídia e por instituições governamentais, indicam que pelo menos 668 animais silvestres foram alvo de atividades ilegais. Este número não reflete a totalidade dos animais traficados, uma vez que nem todo o tráfico é noticiado e nem todas as notícias reportam detalhes sobre as apreensões. Em seis das 46 ações noticiadas nesta quinzena, os crimes de tráfico de fauna foram identificados mesmo sem a apreensão de animais, havendo a autuação de infratores e apreensão de armas e outros instrumentos de caça. Dentre as demais ações noticiadas, duas não reportaram o número de animais apreendidos e cinco não mencionaram a quantidade e as espécies. Por este motivo, adotamos “pelo menos” ou “ao menos” para descrever o número mínimo de animais e espécies. Dentre os animais resgatados, 179 eram animais já abatidos e 5 outros vieram a óbito como resultado de maus tratos durante as atividades criminosas. Foram também apreendidos produtos de caça e pesca ilegais como partes e carne de animais, além de 332 Kg de pescado, sendo 150 kg destes só de tubarões. No total de animais apreendidos puderam ser identificadas ao menos 57 espécies da fauna silvestre, sendo que sete eram espécies exóticas. As ações noticiadas neste período reportam também o resgate de 32 outras aves que, apesar de serem de espécies domésticas, constam das apreensões por maus tratos. Considerando os grandes grupos taxonômicos, a grande maioria dos animais silvestres (609) é representada por aves. Neste grupo, 79 dos animais apreendidos são da espécie Sporophila frontalis, conhecido como pixoxó. Esta espécie é classificada na lista de animais ameaçados de extinção, na categoria Vulnerável (VU).


Neste período foram noticiadas 46 ações de combate ao tráfico de fauna, que ocorreram no Distrito Federal e em 19 estados brasileiros. As ações mobilizaram 64 unidades dos órgãos governamentais, totalizando R$ 582.500,00* em multas emitidas e a autuação de pelo menos 55* infratores.

AUTUANTES NAS APREENSÕES


Órgãos que atuaram em coordenação:


Polícia Federal - AC

Polícia Militar, Cruzeiro do Sul - AC

Polícia Penal, Cruzeiro do Sul - AC

Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado - AC

Ministério Público -AC


Delegacia Especializada de Armas e Munições - ES

Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio - ES

Companhia Independente de Operações com Cães - ES

Polícia Militar - ES

Guardas Municipais, Vitória - ES

guarda Municipal, Vila Velha - ES


Secretaria de Estado de Meio Ambiente - MT

Polícia Militar - MT


Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, Maringá - PR

Instituto Água e Terra, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo - PR


Superintendência da Polícia Civil - SE

Delegacia de Nossa Senhora das Dores - SE

Delegacia de Tomar do Geru - SE

Administração Estadual do Meio Ambiente - SE


3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental Terrestre, 3° Batalhão de Policiamento Ambiental - SP

Pesmar - SP


Grupamento Ambiental, Guarda Civil, Indaiatuba - SP

Defesa Civil, Indaiatuba - SP


Polícia Rodoviária Federal, Lavrinhas - SP

Polícia Militar Ambiental, Lavrinhas - SP


Polícia Civil, Arapoema - TO

Instituto Natureza - TO


Órgãos que atuaram de forma independente:


Polícia Rodoviária Federal, São Sebastião - AL

Polícia Rodoviária Federal, Barreiras - BA

Polícia Civil - CE

Polícia Militar - CE

Polícia Militar, Canindé - CE

Polícia Rodoviária Federal, Sobral - CE

Polícia Militar - DF

Polícia Militar Ambiental, Alegre- ES

Polícia Militar Ambiental, Ibatiba - ES

Polícia Civil - MA

Polícia Militar de Meio Ambiente, Mato Verde - MG

Polícia Militar, Curvelo - MG

Polícia Militar, Juiz de Fora - MG

Polícia Militar Ambiental, Bataguassu - MS

24º Batalhão da Polícia Militar, Sem - MT

Polícia Militar Ambiental, Caruaru - PE

Polícia Militar, Bodocó - PE

Polícia Ambiental, Teresina - PI

Polícia Rodoviária Federal, Capitão de Campos - PI

Batalhão da Polícia Militar Ambiental, Londrina - PR

Polícia Civil, São José dos Pinhais - PR

Polícia Militar - PR

Companhia Independente de Policiamento Ambiental, Polícia Militar, Alto Alegre - RR

Polícia Rodoviária Federal, Pelotas - RS

Polícia Civil, Araquari, SC

1° Batalhão da Polícia Ambiental, 3ª Cia, 2º Pelotão, Botucatu - SP

1ª Cia, 3º Batalhão Ambiental, Santos - SP

3º Batalhão, Polícia Militar Ambiental, Juquiá - SP

Guarda Ambienta, Guarda Civil Municipal, Praia Grande - SP

ICMBio - SP

Patrulha Ambiental, Guarda Civil Municipal, Ibiúna - SP

Polícia Militar Ambiental, Buri - SP

Polícia Militar Ambiental, Jacareí - SP

Polícia Militar Ambiental, Piracicaba - SP

Polícia Rodoviária Federal, Atibaia- SP

37ª e 38ª DP, Polícia Civil - TO


Esta edição do Observatório do Tráfico reúne as informações publicadas em plataformas digitais de notícias e com conteúdo aberto ao público, referentes a ações de combate ao tráfico ocorridas entre os dias 17 e 30 de Maio de 2021.


O Observatório do Tráfico faz um levantamento das ações de combate à coleta, manutenção, transporte e comércio ilegal de fauna silvestre no Brasil. Seu objetivo é contribuir para a conscientização sobre esse grave problema e também mostrar o trabalho intenso e incansável de diferentes instituições de fiscalização e aplicação da lei.


Os dados recolhidos pelo Observatório do Tráfico são das ações que foram noticiadas pela mídia e/ou pelos sites oficiais das instituições que realizaram as autuações. É importante ressaltar que muitos animais comercializados ilegalmente não são detectados e apreendidos. Além disso, nem todas as ações de combate ao tráfico de fauna são noticiadas e, portanto, acabam não sendo incluídas na compilação do Observatório.


* Como algumas notícias não informam a quantidade exata de animais apreendida por cada espécie, nossa estratégia de análise dos dados é conservadora e consideramos o número mínimo de animais e espécies envolvidas nas ações reportadas. A mesma estratégia é adotada para o cálculo do número total de infratores e valor total de multas emitidas.


O Observatório do Tráfico é uma iniciativa que integra o Projeto InfoTrafi da Freeland Brasil


Conceito e Coordenação | Nadia Moraes-Barros

| Juliana Machado Ferreira

Base de Dados | Railiane Abreu

Edição, Website e Mídias Sociais | Jana Monteiro


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Entre os dias 03 e 16 de Maio de 2021, as ações de combate ao tráfico de fauna divulgadas na mídia e por instituições governamentais, indicam que pelo menos 810 animais silvestres foram alvo de atividades ilegais. Este número não reflete a totalidade dos animais traficados, uma vez que nem todo o tráfico é noticiado e nem todas as notícias reportam detalhes sobre as apreensões. Das 46 ações registradas, 3 não reportaram a apreensão de animais e 11 a quantidade de animais resgatados e/ou qualquer menção sobre as espécies. Por este motivo, adotamos “pelo menos” ou “ao menos” para descrever o número mínimo de animais e espécies. Foram também apreendidos produtos de caça e pesca ilegais, partes de animais, além de 104,2 Kg de carne de caça e 1.134 Kg de pescado. O pirarucu foi a espécie mais frequente nas apreensões de peixes. 26 animais vieram a óbito como resultado dos maus tratos durante as atividades criminosas. No total de animais apreendidos, puderam ser identificadas ao menos 41 espécies da fauna silvestre. Considerando os grandes grupos taxonômicos, a grande maioria dos animais (760) é representada por aves, dentre as quais, 463 não tiveram suas espécies identificadas.


Neste período foram noticiadas 46 ações de combate ao tráfico de fauna, que decorreram em 19 estados brasileiros. As ações mobilizaram 44 unidades dos órgãos governamentais, totalizando R$ 339.000,00* em multas emitidas e a autuação de pelo menos 57* infratores.

AUTUANTES NAS APREENSÕES


Órgãos que atuaram em coordenação:


79ªCIPM, Poções - BA

Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos BA


Operação Euterpe III:

3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental - ES

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ES


Polícia Civil, Catalão - MG

Secretária Municipal do Meio Ambiente de Catalão – MG


Polícia Militar Ambiental - MS

Instituto de Meio Ambiente do Estado – MS


Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - PE

Cavalaria da Polícia Militar, Caruaru - PE

Guarda Municipal, Caruaru – PE


IAT – Instituto Água Terra, Pato Branco - PR

3º Pelotão, Polícia Militar Ambiental, Marmeleiro – PR


1ª Unidade da Polícia Ambiental, Duque de Caxias - RJ

15º Batalhão da Polícia Militar, Duque de Caxias, - RJ


6ª Unidade da Polícia Ambiental, Maricá - RJ

12º Batalhão da Polícia Militar, Niterói – RJ


Polícia Militar, Itapema - SC

Grupo de Operações e Resgate, Itapema – SC


Operação Huracan:

Polícia Militar Ambiental, Franca - SP

Ministério Público – SP


75ª Delegacia de Polícia Civil, Silvanópolis - TO

7ª Divisão de Combate ao Crime Organizado, Porto Nacional - TO

Destacamento da Polícia Militar, Silvanópolis - TO


Órgãos que atuaram de forma independente:


Comando de Policiamento Ambiental, Batalhão Ambiental, Manaus - AM

Polícia Militar Ambiental, Manaus - AM

Polícia Militar Ambiental, Sobral - CE

14º Batalhão da Polícia Militar - ES

2ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, São Gabriel da Palha - ES

4º Batalhão da Polícia Militar, Ibatiba - ES

Polícia Civil, Grajaú - MA

Polícia Militar, Imperatriz - MA

Polícia Militar de Meio Ambiente, Uberaba - MG

Polícia Militar do Meio Ambiente, Sete Lagoas - MG

Polícia Militar, Itamuri - MG

Polícia Militar Ambiental, Campo Grande - MS


Polícia Militar Ambiental, Ribas do Rio Pardo - MS

2ª Cia de Proteção Ambiental, Polícia Militar, Rodonópolis - MT

Polícia Militar, Lagoa de Roça - PB

Batalhão de Polícia Ambiental, Teresina - PI

Escritório Regional do Instituto Água e Terra, Toledo - PR

Polícia Rodoviária Federal, Petrópolis - RJ

Patrulha Ambiental da Brigada Militar, Estrela - RS

Polícia Militar Ambiental, Joinville - SC

85º Distrito Policial do Decap, São Paulo - SP

Pelotão Ambiental, Limeira - SP

Polícia Ambiental, Barra Bonita - SP

Polícia Militar Ambiental, Caraguatatuba - SP

Polícia Militar Ambiental, Euclides da Cunha Paulista - SP

Polícia Militar Ambiental, itanhaém - SP

Polícia Militar Ambiental, Jaboticabal - SP

Polícia Militar Ambiental, Mongaguá - SP

Polícia Militar Ambiental, Pedro de Toledo - SP

Polícia Militar Ambiental, Santa Bárbara d´Oeste - SP

Polícia Militar Ambiental, São José do Rio Preto - SP

Polícia Militar, Araçatuba - SP

Polícia Rodoviária Federal, Vargem - SP


Esta edição do Observatório do Tráfico reúne as informações publicadas em plataformas digitais de notícias e com conteúdo aberto ao público, referentes a ações de combate ao tráfico ocorridas entre os dias 03 a 16 de Maio de 2021.


O Observatório do Tráfico faz um levantamento das ações de combate à coleta, manutenção, transporte e comércio ilegal de fauna silvestre no Brasil. Seu objetivo é contribuir para a conscientização sobre esse grave problema e também mostrar o trabalho intenso e incansável de diferentes instituições de fiscalização e aplicação da lei.


Os dados recolhidos pelo Observatório do Tráfico são das ações que foram noticiadas pela mídia e/ou pelos sites oficiais das instituições que realizaram as autuações. É importante ressaltar que muitos animais comercializados ilegalmente não são detectados e apreendidos. Além disso, nem todas as ações de combate ao tráfico de fauna são noticiadas e, portanto, acabam não sendo incluídas na compilação do Observatório.


* Como algumas notícias não informam a quantidade exata de animais apreendida por cada espécie, nossa estratégia de análise dos dados é conservadora e consideramos o número mínimo de animais e espécies envolvidas nas ações reportadas. A mesma estratégia é adotada para o cálculo do número total de infratores e valor total de multas emitidas.


O Observatório do Tráfico é uma iniciativa que integra o Projeto InfoTrafi da Freeland Brasil


Conceito e Coordenação | Nadia Moraes-Barros

| Juliana Machado Ferreira

Base de Dados | Railiane Abreu

Edição, Website e Mídias Sociais | Jana Monteiro


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