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Observatório

PUBLICAÇÕES

A FREELAND Brasil no âmbito do projeto Observatório do Tráfico de Fauna, acaba de lançar o relatório “O TRÁFICO DE FAUNA SILVESTRE SEGUNDO AS NOTÍCIAS: AVALIAÇÃO DAS INFORMAÇÕES PUBLICADAS PARA O BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAI ”


O projeto Observatório do Tráfico de Fauna da Freeland Brasil iniciou em Setembro de 2020 e desde então acompanha as notícias que reportam ações de combate ao tráfico de fauna silvestre no Brasil. O relatório agora publicado traz a análise sobre cinco anos de notícias publicadas na mídia digital e inclui, para além das ações reportadas para o Brasil, as notícias divulgadas para a Argentina e o Paraguai, totalizando mais de 80 mil links analisados.  O relatório, produzido sob coordenação da Dra. Nadia Moraes-Barros, Coordenadora de Ciências da Freeland Brasil, traz os principais padrões e tendências do tráfico de fauna silvestre e constitui a primeira análise feita em nível nacional, utilizando como fonte de informação notícias publicadas na mídia digital. O foco da análise é o Brasil, mas a publicação traz também uma discussão sobre indícios de tráfico transnacional que envolva a região da tríplice fronteira sul-americana.


A publicação é lançada no escopo de um projeto coordenado pela Dra Juliana Machado Ferreira, Diretora Executiva da Freeland Brasil, e financiado pelo Gabinete de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei, do Departamento de Estado dos Estados Unidos (INL, U.S. Department of State).


O relatório é estruturado em diferentes temas, trazendo uma análise geral sobre que tipo de dados se pode obter das notícias, os diferentes componentes ou etapas da cadeia de atividades que envolve o crime de tráfico de fauna silvestre, a descrição dos crimes associados identificados e a de onde e o quê é apreendido. Este último tópico destaca os animais mais frequentes nas apreensões registradas e traz a lista de nomes de todos os animais descritos nas notícias e, quando possível, seu correspondente nome científico.


Esta publicação, lançada agora em sua versão digital, está disponível no site da Freeland Brasil e seu acesso se dá através do preenchimento de um formulário simples. Em breve serão publicadas as versões em inglês e em espanhol. Para acessar o formulário e baixar relatório clique na imagem abaixo.



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A FREELAND e o Projeto Onças do Iguaçu, em conjunto com WWF Brasil e o CENAP/ICMBio, produziram o Guia de Identificação de Partes de Felinos, tendo como base um documento elaborado pela Panthera Bolívia, que foi traduzido, atualizado e adaptado com os felinos brasileiros.


A versão em português surgiu pela necessidade de capacitar, no Brasil, agentes de implementação da lei para um enfrentamento mais efetivo ao tráfico de felinos e seus subprodutos, que tem início com a identificação das espécies.


O conteúdo do guia inclui os temas: o tráfico de fauna silvestre, a onça-pintada, arcabouço legal, categorias de ameaça de acordo com a IUCN, felinos no Brasil, identificação de felinos, o impacto na conservação da onça-pintada, detecção e controle de tráfico de fauna.


Além da produção de conteúdo e de algumas das fotos de peles, a FREELAND fez a diagramação e enviará cópias impressas para agentes de fiscalização de instituições governamentais. Entretanto, a versão digital já está disponível para o público em geral, clique na imagem para fazer o download.




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A organização Freeland Brasil desenvolveu, em colaboração com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos - USFWS, e os Departamentos de Estado e do Interior dos EUA, a capacitação “Detecção do Tráfico Transfronteiriço de Espécies Silvestres - Porto de Santos”.


Foram 4 dias, somando 30 horas de treinamento teórico e prático, incluindo exercício de inspeção de cargas no Porto. O treinamento aconteceu em agosto de 2022 e contou com participantes da Receita Federal Alfândega do Porto de Santos, IBAMA, Polícia Federal e Vigilância Agropecuária. Um dos principais objetivos do treinamento foi a troca de experiências, desafios e necessidades entre participantes das diferentes instituições convidadas.


O programa do curso envolveu módulos sobre a CITES e sua implementação no Brasil, requisitos para espécies listadas na CITES, identificação de fraude e falsificação em licenças, espécies de animais mais traficadas transnacionalmente, métodos de contrabando e acobertamento de fauna e produtos de fauna ilegais, gestão de evidências, gestão de perfil de risco, condução de operações transnacionais contra o tráfico de fauna silvestre, entre outros.


O curso contou com instrutores internacionais do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, assim como instrutores e palestrantes de diversas instituições, dentre as quais IBAMA, Polícia Federal e Freeland.


O objetivo foi realizar uma capacitação específica para aumentar a conscientização de agentes de diferentes instituições governamentais sobre a relevância do tráfico de espécies silvestres, o modus operandi, ferramentas e formas para combater esse crime em colaboração com outras instituições, buscando aumentar a detecção de tráfico transnacional de fauna silvestre passando pelas fronteiras brasileiras.


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A divisão para América do Sul da Freeland (www.freeland.org.br), que tem base no Brasil e foi estabelecida desde 2011, tem como missão local a conservação da biodiversidade através do combate ao tráfico de espécies silvestres, usando uma abordagem de três pilares interdependentes: educação, capacitação e política: (1) Educação: Ações de conscientização para reduzir a demanda e criar mudança de comportamento efetiva; (2) Capacitação: Desenvolvimento de treinamentos, pesquisas e ferramentas para apoio às instituições governamentais no enfrentamento ao tráfico de espécies silvestres no Brasil e América do Sul; (3) Política: Desenvolvimento de políticas públicas e articulação internacional, para institucionalizar o enfrentamento ao tráfico de espécies silvestres no Brasil e América do Sul. Globalmente, a Freeland é uma organização internacional, sem fins lucrativos, de combate ao tráfico de espécies silvestres e de pessoas. A Freeland desenvolve cursos de capacitação, ações de conscientização e planos de implementação da lei, governança e legislação, para proteger pessoas, vida silvestre e ecossistemas em situação de vulnerabilidade do crime organizado e da corrupção. A Freeland trabalha por um mundo sustentável e livre do tráfico de espécies silvestres e de pessoas.

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